A Governança Corporativa no Setor de Seguros

A Governança Corporativa no Setor de Seguros

A governança corporativa no setor de seguros é essencial para construir confiança e sustentabilidade em um mercado dinâmico e regulado.

Ela baseia-se em princípios fundamentais que garantem a transparência, equidade e prestação de contas, essenciais para equilibrar interesses diversos.

No contexto segurador, isso envolve interações complexas entre múltiplas partes interessadas, desde acionistas até órgãos regulatórios.

Definição e Pilares da Governança Corporativa

A governança corporativa no setor de seguros é definida por quatro pilares principais.

Esses pilares incluem transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa.

Eles são projetados para equilibrar o controle e a gestão, atendendo a acionistas, credores, governo e sociedade.

No cenário segurador, a meritocracia é promovida por meio de avaliações de desempenho rigorosas.

Isso assegura que decisões sejam tomadas com base em competência e resultados.

Os princípios sustentam estruturas que enfatizam a propriedade e a accountability.

Essa abordagem ajuda a minimizar riscos e promover um ambiente de negócios saudável.

Histórico e Evolução no Brasil

A evolução da governança corporativa no Brasil reflete uma jornada de adaptação e fortalecimento.

As discussões iniciais começaram com a integração da governança em frameworks de GRC.

Principais marcos históricos incluem:

  • 1988: Acordo de Basileia introduz requisitos mínimos de capital para riscos de crédito.
  • 1994: Brasil adere ao Acordo de Basileia.
  • 1998: Lei nº 9.613/1998 sobre prevenção à lavagem de dinheiro.
  • 2004: Fenaseg cria a Comissão de Controles Internos, posteriormente transformada em Comissão de Governança e Compliance.
  • 2006: Lançamento do Código de Ética do Mercado Segurador Brasileiro.
  • 2013: Lei Anticorrupção (12.846/2013) impulsiona programas de compliance.
  • 2020: Circular Susep nº 612/2020 reforça medidas de PLDFT.
  • 2024: Marco Legal de Seguros (Lei 15.040/2024) estabelece uma nova dinâmica regulatória.

Cada etapa contribuiu para um sistema mais robusto e transparente.

Essa evolução demonstra um compromisso contínuo com a melhoria das práticas de governança.

Estruturas e Órgãos Regulatórios

O setor de seguros no Brasil é supervisionado por vários órgãos regulatórios essenciais.

Essas estruturas garantem que as operações sejam conduzidas com integridade e conformidade.

Esses órgãos trabalham em conjunto para assegurar a estabilidade e confiabilidade do mercado.

O Sistema Nacional de Seguros Privados é a base legal para essa estrutura.

Componentes de GRC (Governança, Risco e Compliance)

O GRC integra três componentes críticos para a governança eficaz.

A governança envolve conselhos de administração com membros independentes.

Isso promove a supervisão executiva e a moderação de riscos.

A gestão de riscos é essencial para identificar e responder a ameaças.

Principais elementos incluem:

  • Governança: Conselhos e comitês que democratizam a tomada de decisões.
  • Gestão de Riscos: Comitês internos monitoram riscos, com comunicação direta com o conselho.
  • Compliance: Cultura anticorrupção e programas de prevenção a fraudes, com canais de denúncia.

Mecanismos adicionais incluem comitês de auditoria e auditores externos.

Essa integração assegura que as empresas operem dentro dos limites legais e éticos.

Práticas Específicas e Boas Práticas

As melhores práticas no setor de seguros são diversificadas e adaptáveis.

Estruturas obrigatórias incluem políticas de compliance acessíveis e canais de denúncia.

Inovações como governança por comitês e integração GRC melhoram a eficiência operacional.

Boas práticas para setores específicos incluem:

  • Cooperativas de seguros: Enfatizam sustentabilidade e credibilidade para fortalecer a confiança.
  • Startups: Utilizam seguros D&O para atrair investidores e proteger líderes.
  • Remuneração de executivos: Regulada por normas como a CNSP 476 para alinhar incentivos.

Relatórios de estudos, como os da KPMG e FGV, fornecem insights valiosos.

Essas práticas ajudam a construir um ambiente de negócios confiável e inovador.

Desafios, Benefícios e Tendências Futuras

A governança corporativa no setor de seguros enfrenta desafios significativos.

Benefícios incluem aumento da confiança externa e redução de riscos.

Desafios como a suscetibilidade a fraudes requerem atenção contínua.

Tendências futuras focam em aprimoramentos regulatórios e tecnológicos.

Lista de benefícios e desafios:

  • Benefícios: Confiança externa, boa reputação, redução de fraudes, inovação e competitividade.
  • Desafios: Adequação proporcional ao porte e risco, transição para novas resoluções como a CNSP 460.

Tendências incluem a priorização de governança na regulação da Susep para 2026.

Isso abrange áreas como auditoria, terceirização e supervisão prudencial.

A integração de tecnologias como open insurance e sandbox regulatório é uma tendência crescente.

Essas mudanças visam fortalecer a proteção ao consumidor e a solvência das empresas.

O futuro da governança no setor de seguros é promissor, com foco em sustentabilidade e resiliência.

Empresas que adotam práticas robustas de governança estão melhor posicionadas para o sucesso.

Isso não só atrai investimentos, mas também garante a longo prazo a estabilidade do mercado.

A governança corporativa é, portanto, um pilar indispensável para o crescimento e a inovação.

Ela transforma desafios em oportunidades, construindo um legado de integridade e excelência.

Com um compromisso contínuo com a melhoria, o setor de seguros pode enfrentar o futuro com confiança.

Por Maryella Faratro

Maryella Faratro é consultora financeira com experiência em planejamento patrimonial e educação financeira, oferecendo dicas e insights no PenseLivre que tornam o mundo das finanças mais acessível e compreensível.